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Eleições
Antonio Carlos Pannunzio foi eleito prefeito de Sorocaba pelo PTB para o período de 89 a 92, com 64.225 votos - equivalentes a 35,3% do total (incluindo brancos, nulos e válidos). Disputou com Luiz Francisco da Silva (PMDB): 41.751 (22,9%); Antonio Sérgio Ismael (PT): 19.504 (10,7%); Edward Maluf (PDS): 7.369 (4,0%); José Juca Paes Júnior (PFL):5.699 (3,13%); Agrário Gilson Antunes Teixeira(PDT): 4.200 (2,30%); Arthur Yamamoto (PC do B): 660;(0,36%) e Mário Barbosa de Mattos (PCB):64 I (0,35%). Os votos brancos foram 24.336 e os nulos,12.367, num total de 181.925 votos.


A maior realização como prefeito
A sua maior realização como prefeito, ao contrário do que muitos sorocabanos possam acreditar, não foi a implantação do novo sistema de transporte coletivo, com a tarifa única e a construção dos terminais Santo Antonio e São Paulo. Essa pode ter sido a sua obra de maior visibilidade. Mas a ação mais significativa foi o estabelecimento de concurso público para ingresso na prefeitura, com a criação dos planos de cargos e salários e o curso de administração pública municipal, no qual, enquanto prefeito, Pannunzio ministrou aulas para todas as turmas. Essa iniciativa contribuiu para a elevação da qualidade do serviço público, aprimorando, profissionalizando e valorizando o funcionário público municipal. Conseqüentemente, pôs fim ao apadrinhamento através dos cargos de livre provimento que, de 250 no início de sua administração, não chegavam a 40 no seu final.


Equilíbrio financeiro
Pannunzio prefeito assumiu uma dívida muito grande no início da sua administração. Através de renegociações com fornecedores e empreiteiras, conseguiu uma média de 40% de descontos, desconsiderada a inflação. Com a eliminação expressiva dos cargos de provimento e a redução de funcionários em todas as secretarias (exceto na Saúde e na Educação), somada ao aprimoramento do funcionalismo público, foi possível manter as despesas com salários entre 43% a 45% da folha de pagamento. Transcorridos nove meses de governo, estava alcançado o equilíbrio fiscal. A maior obra, que foi a criação do sistema de transportes, tinha sua receita garantida através da tarifa, que era captada pela prefeitura e repassada às empresas, de acordo com a prestação do serviço. Com isso, Pannunzio deixou o município em excelente situação financeira, sem dívidas de curto prazo e com receita suficiente para amortizar o custo da sua maior obra, que foi a construção dos terminais de ônibus.


Educação

No início de sua administração, Sorocaba possuída apenas 2 creches; no final, eram 19, e com proposta pedagógica, que não existia, até então.


Saúde
Pannunzio atingiu sua meta na construção de postos de saúde, mas gostaria de ter ampliado o setor secundário e terciário. Na área de abastecimento de água, conseguiu duplicar a capacidade de tratamento, instalada até hoje e suficiente para mais 8 anos. Mas para o tratamento de esgotos, foi no seu segundo mandato como deputado federal que conseguiu recursos para as obras de despoluição do Rio Sorocaba. Foram R$ 22 milhões.


Habitação
Pannunzio enfrentou o problema da falta de moradias com um projeto modelo. Na sua época, foram construídas 4.579 residências e urbanizados 1.200 lotes, com terraplenagem, luz elétrica e saneamento. O maior exemplo desse projeto habitacional é, hoje, o Conjunto Júlio de Mesquita, com 3.506 residências construídas durante a sua gestão. Com essas iniciativas, Pannunzio equacionou, de forma socialmente justa, o problema da falta de moradias para aquela época e o problema das favelas.


Relação com os governos federal e estadual
A relação de Pannunzio prefeito com o Governo Federal foi muito difícil. Na sua época, Sorocaba não recebeu ajuda alguma de parlamentar federal. Quando Fernando Collor concorria às eleições, Pannunzio declarou que não votaria nele. Talvez por isso os recursos para os conjuntos habitacionais e obras de saneamento tenham sido obtidos unicamente graças ao seu bom relacionamento pessoal na esfera federal com autoridades ligadas aos respectivos setores. Para o porte de uma cidade como Sorocaba, as verbas do governo estadual foram irrisórias. Nos dois anos de governo Quércia e outros dois anos de Fleury, em que Pannunzio era oposição, Sorocaba recebeu verbas para a construção do pontilhão Jorge Guilherme Senger, no bairro Campolim, para a ligação do pontilhão da Zona Industrial com a Rodovia Senador José Ermírio de Morais (a Castelinho) e para o prolongamento da duplicação da Avenida Ipanema

Em entrevista para Jovem Pan de Sorocaba, dia 12/11, Pannunzio fala sobre
Orçamento da União e verbas para a Fatec de Sorocaba, greve da polícia e compra da Nossa Caixa, crimes de pedofilia na internet e prefeitura de Sorocaba.
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Antonio Carlos Pannunzio - Deputado Federal - PSDB - Todos os direitos reservados