Breves Comunicações
Repúdio à entrevista do Ministro do Planejamento, ao "Estadão"
Sr. Presidente, Sras. e Deputados, o jornal O Estado de S. Paulo de hoje traz uma entrevista com o Ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. S.Exa. ousa afirmar que o PSDB deve ao País uma carta ao povo brasileiro - é o texto básico da entrevista.
Tenho a impressão de que, não obstante os 7 anos de permanência desse Ministro à frente da Pasta do Planejamento, ele não aprendeu muita coisa.
Sr. Presidente, a Carta ao Povo Brasileiro foi necessária, sim, para que o PT desmentisse toda a pregação que fez durante cerca de 20 anos. Tentaram doutrinar a classe política e a população brasileira.
A Carta ao Povo Brasileiro foi uma forma de desdizer tudo aquilo que afirmavam peremptoriamente, alto e bom som, em praça pública e em palanques.
A Carta ao Povo Brasileiro apresentada pelo PT foi uma forma de promover um grande engodo, de dizer: "Agora nós somos confiáveis. Não somos mais aqueles tresloucados. Vamos governar direitinho".
Sras. e Srs. Deputados, o PSDB não precisa negar absolutamente nada da sua história pregressa, das suas ações enquanto Governo e nos dias de hoje.
Lembro que os Congressistas de 1988 do Partido dos Trabalhadores negaram-se até mesmo a assinar a Constituição, numa demonstração de que os pressupostos democráticos não são fundamentos válidos, permanentes. Deram uma demonstração do que a sociedade poderia esperar deles.
Votaram contra todas as reformas empreendidas no Governo do PSDB. Eu estava aqui e testemunhei as nossas lutas e as nossas conquistas, que garantiram os pressupostos da economia e o crescimento econômico do Brasil, contra o voto do PT. Votaram contra a Lei de Responsabilidade Fiscal. Vejam o absurdo! Votaram contra a repactuação das dívidas dos Estado. Votaram contra o PROER, que permitiu que passássemos por essa crise financeira internacional sem maiores problemas. Votaram até mesmo contra a criação de fundos como o FUNDEF. Votaram contra tudo. Votaram contra o Brasil.
Então, o Partido dos Trabalhadores precisava de um documento novo, que dissesse basicamente o seguinte: "Esqueçam tudo o que falamos e escrevemos até agora. Vamos ter outra postura".
Tiveram outra postura? Parcialmente. Suas convicções na democracia não estão consolidadas. Percebe-se claramente isso. Votaram contra tudo aquilo que era de interesse do Brasil. Em razão disso, precisavam dar explicações.
O PSDB o povo já conhece.